Cosmos Siderais
Cosmos siderais, avante
o meu peito infinito e além,
retirante aos multiversos incomensuráveis
tal qual a minha alma de antigos navegantes,
bravos como a paixão que não nos detém.
São saltos de grandiosidades
que ao macro esvai-se a pequenez.
Livres, leves sem gravidades,
como as nesgas de um passado
que na mente e no peito não se mantém.
Imponderáveis mergulhamos nas estrelas.
Tudo aqui está consumado.
No horizonte, as nebulosas imensas,
qual pinturas abstratas de crianças travessas,
expressam a imensidão que não se contém.
Guila Sarmento - 02/06/2024
Este poema é parte da série Arte e Alma da Magus Luminum.